Lu Pires, segue como repórter empresarial do programa Macks da Gente, onde fala sobre os vícios e o quanto é importante o apoio da família para esses casos.
Recentemente celebrou mais uma conquista na vida profissional, ao inaugurar seu HOSPITAL JEQUITIBÁ que recebe pacientes que precisam de atenção e cuidados especiais. Com uma equipe preparada, Lu Pires fala da importância de se procurar profissionais que ajudem nesse momento delicado.
Pra começar, que dica você daria para uma família que sabe ter um dependente químico que não quer se tratar?
A primeira dica que eu daria é: não espere a pessoa chegar ao fundo do poço. Procure ajuda para a família também. Muitas vezes o dependente não reconhece que está doente e recusa o tratamento, mas a família pode começar a se orientar, estabelecer limites e entender qual é a melhor forma de conduzir o caso. Cada situação precisa ser avaliada individualmente por profissionais.
Como é feito o manejo da Síndrome de Abstinência do Álcool (SAA)?
O manejo da Síndrome de Abstinência do Álcool (SAA) começa pela avaliação da gravidade e do risco de complicações. São observados sinais vitais, nível de consciência, tremores, sudorese, agitação, náuseas, alucinações e histórico de convulsões ou delirium tremens. A escala CIWA-Ar pode auxiliar a equipe a acompanhar a intensidade dos sintomas e orientar o tratamento.
Em ambiente assistencial, o manejo inclui monitorização, hidratação e correção de alterações metabólicas quando necessárias, ambiente tranquilo e administração de tiamina para prevenção da encefalopatia de Wernicke. Nos quadros que exigem medicação, os benzodiazepínicos são tratamento de primeira linha, com esquema definido pela equipe médica conforme a gravidade e as condições clínicas do paciente.
Quais linhas terapêuticas são utilizadas no tratamento do alcoolismo?
No tratamento da dependência química, não existe uma única linha terapêutica. O tratamento costuma ser individualizado e multidisciplinar, combinando diferentes abordagens de acordo com as necessidades de cada paciente.
Como e quando a família recebe boletins médicos sobre a evolução do paciente
A família recebe boletins médicos semanalmente, acompanhando a evolução do paciente durante o tratamento. Além disso, caso aconteça alguma intercorrência ou mudança importante no quadro clínico, o responsável é comunicado pela equipe. Procuramos manter a família informada e participando do processo, sempre respeitando o sigilo e a privacidade do paciente.

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